quinta-feira, 2 de maio de 2013





TIAGO 3


Sobre o tropeço na palavra 


1 Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo.


2 Pois todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo.


3 Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, então conseguimos dirigir todo o seu corpo.


4 Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro.


5 Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia.


6 A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniqüidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno.


7 Pois toda espécie tanto de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano;


8 mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal.


9 Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.


10 Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim.


11 Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa?


12 Meus irmãos, pode acaso uma figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce.



A sabedoria que vem do alto 


13 Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria.


14 Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.


15 Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.


16 Porque onde há ciúme e sentimento faccioso, aí há confusão e toda obra má.


17 Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.


18 Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz.